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Estudando o Fluzz de Augusto de Franco

3144 dias atrás por Leila País de Miranda   Comentários (0)


"Sem o broadcasting já teremos múltiplos mundos: cada qual configurado pelas nossas conexões. Com a internet esses mundos se multiplicam velozmente, mas não por difusão e sim por interconexão."

"Os tanques onde somos formados como pessoas são clusters, “regiões” da rede social a que estamos mais imediatamente conectados." "... pessoa já é rede! Pessoa é um ente cultural que replica uma configuração."

- a minha foto feita de fotos de mim mesma com várias idades quer dizer um pouco isso. Pessoa é rede. O livre arbítrio é uma coisa bem limitada.

"Oh! É claro que todas essas instituições perdurarão: como remanescências. Não serão mais prevalecentes. Aliás, como já se prenuncia, elas se contaminarão mutuamente: nações serão religiões, escolas serão igrejas, Estados serão corporações... e tudo será, afinal, o que é – sempre a mesma coisa: programas verticalizadores que “rodam” na rede social instalando anisotropias no espaço-tempo dos fluxos."

- isto me lembrou a cena do filme de lançamento do Macintosh. Aquelas pessoas todas sentadas, mortas-vivas, vendo aquela imagem gigante de um homem que falava para elas. Eu não quero fazer parte do sistema que ajuda a perdurar isto. Vou viver a vida de quem rema contra a maré? Creio que não. Já há vários mundos. A questão é fazer as conexões certas. 

- E também pensei que gostaria de estar usando estas tecnologias de marcar texto junto, tecnologias para compartilhar pensamentos despertados pelo que se lê.

"Pessoas conectadas com pessoas vão tecendo articulações que estilhaçam o mundo-único-imposto em miríades de pedaços, não pelo combate, mas pela formação de redes."

- quando leio coisas assim, percebo que a questão de trabalhar redes em empresas hierárquicas é uma coisa muito delicada.

"Não-Empresas-hierárquicas: redes de stakeholders – demarcadas do meio por membranas (permeáveis ao fluxo) e não pode paredes opacas – como novas comunidades de negócios do mundo que já se anuncia."

- Acho que aqui eu gostaria de reunir exemplos.

 

"... os ensinadores ou burocratas sacerdotais do conhecimento, os codificadores de doutrinas, os aprisionadores de corpos, os construtores de pirâmides, os fabricantes de guerras e os condutores de rebanhos." 

- funções do mundo único

"Três exemplos marcantes são os hubs, os inovadores e os netweavers."

- funções nos múltiplos mundos

"Nos mundos-fluzz não é o conteúdo do que flui pelas conexões da rede a variável fundamental para explicar o que acontece(rá) e sim o modo-de-interagir e suas características."

 

- mais um ponto contra a exacerbação da atenção ao conteúdo, apenas. E acho que isto se aplica a pessoas também.

 

O que tem mais interatividade? O que está mais vulnerável ao outro-imprevisível.

" ... a ordem está sempre sendo criada no presente da interação!"

"Tem que pular dentro – se abismar – para ver."

"... não existe uma mesma realidade para todos: são muitos os mundos. Tudo depende das fluições em que cada um se move, dos emaranhamentos que se tramam, das configurações de interações que se constelam e se desfazem, intermitentemente."