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A place to learn what one wants to learn

2608 dias atrás por Leila País de Miranda   Comentários (6)

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Last week one child did not come. I asked his aunt, that works with us, what has happened. And she gave me an answer that I could consider as classic: “Because he kept on making fun of and disturbing his cousin, that was doing his schoolwork, instead of doing his own. His father become mad about the situation, scolded him up and said that he would not come to Moleque de ideias today as a punishment, because the child “does like to come”.

Well, every time things of the matter has happened in Moleque, I have tried to explain why I think this is a wrong approach, and I use to say that Moleque de Ideias is not Junky Food –something we may like but deep down we feel afraid it causes no good. This time something has changed and I said to her: “We already know that schools use to act this way,  that is training people to do what they do not want to do. Here children come to learn how to do what they WANT to do.” And I finish by saying “And this is not easy either.”

Learn how to do what we really want to do is not easy because, to begin with, we must clear up what we are interested in. As we begin to work with 4 year old kids, this period runs a bit smoothly, for the little ones seem to know what they want and do not stay nearby things they are not interested in, as easily as they approach to things that calls their attention, with explicit and sustainable interest. That is why we try to keep a wide and varied range of opportunities for personal development.  And all - ALL - will require determination, negotiation, planning, dedication, and learning. ALL will foster intellectual, emotional and social growth.

Children who come older, often bring that passive attitude of those already conditioned to follow orders, to do what they want you to do. Many times they have even forgot what they like, and no longer remember who they really are. But nothing that the opportunity to get a little of themselves and to be valued on what is shown through the cracks will not heal. And fast.

This is a value of Moleque de Ideias that I got through this week: learning to do what we like is also difficult. If it is difficulty and overcoming difficulties that people value in education, at least we are tied. But we do not want competition or comparison. We want collaboration. And we love doing what we love to do.

Let's take the children to Moleque de Ideias, because kids love it. Precisely for this.

 

Texto original. Versão em inglês por Ilnéa País de Miranda.

Leila,

Que coisa interessante. Nossa cultura atual nos condiciona a aceitarmos fazer o que os "outros" querem, abrindo mão do que queremos, e nem percebemos isso, iludidos pela propaganda de uma vida melhor no futuro, ao invés de vivermos uma vida boa hoje, fazendo o que se gosta. E quando percebemos isso, por exemplo, após ler o teu post, fico com dúvida, será que se eu fizer o que gosta e não o que a sociedade (nossa cultura) propõe, além de ser feliz no momento, esta felicidade é sustentável?

Formanski 2606 dias atrás

Oi Formansky! 

Eu penso que a única coisa sustentável verdadeiramente é baseada na vida, no melhor viver. Vida. E não mecânica.

Tanto para as crianças, quanto para nós, adultos, fazer o que se gosta é condição sine qua non para que possamos superar as dificuldades inerentes à realização de desejos e aprendizagem. Não acredito em FUN LEARNING. Acreditoque aprender e realizar às vezes são processos entediantes, frustrantes, perturbadores, e não só deliciosos e divertidos. E só quando estamos em conexão real com o que se está fazendo é que podemos dar conta do serviço de modo sustentável. Só assim podemos nós mesmos sermos sustentáveis. O distanciamento entre as pessoas e seus afazeres hoje só se sustenta nas instituições que operam com uma gigantesca margem de desperdício possível. O que eu vejo de gente dando graças a Deus que é sexta feira e reclamando do que faz é uma coisa absurda. Isso é que não é sustentável. A coisa mais barata que há é gente satisfeita. Eu acho. Em todos os sentidos.

Vamos fazendo o que gostamos e tecendo uma teia de vida. Que tal? Já li os teus comentários nos outros posts e adorei suas perguntas e propostas. Vou responder cada uma delas com muito interesse. Eu estou gostando bastante desta nossa conversa!

Leila País de Miranda 2606 dias atrás

Leila,

Na frase "O distanciamento entre as pessoas e seus afazeres hoje só se sustenta nas instituições que operam com uma gigantesca margem de desperdício possível", lembrei de um estudo que fiz a alguns anos "on job training" de onde posso concluir que não devemos estocar aprendizagens, ou seja, a aprendizagem deve se dar no momento que precisamos consumir o seu fruto, na vida, vivendo. É o que você chama de "conexão real". "Vamos fazendo o que gostamos e tecendo uma teia de vida", isso é o que 99,99% da população quer fazer, depois de aposentado, e eu estou nessa, sabe porque? medo. Porque será?

Formanski 2604 dias atrás

Eu entendi bem até " a aprendizagem deve se dar no momento que precisamos consumir o seu fruto, na vida, vivendo. É o que você chama de "conexão real"". Concordo.

Já a última parte eu não entendi...

Leila País de Miranda 2604 dias atrás

 "Vamos fazendo o que gostamos e tecendo uma teia de vida", isso é o que 99,99% da população quer fazer, mas tem medo de fazer no presente, planeja fazer depois de aposentado quando já tiver o sustento garantido, e eu estou nessa, sabe porque? medo de sair do fluxo e se dar mal, não confiamos que fazendo o que gostamos podemos alcançar a sustentabilidade, acabamos fazendo o que os banqueiros mandam, se escravizando. Porque será?

Formanski 2604 dias atrás

Sei lá. Mas vamos fazendo aí com este 0,01%. E se procurarmos direitinho, a gente acaba achando mais um pouquinho de tempo. Isso de você ter o espaço da fazenda e o projeto de reconstruir a casa da Nona eu acho genial. E cozinha. E fazendo uso de tecnologia nos seus projetos. Eu não vejo você cercado de computadores. Computadores são mesmo coisas de Leila, Nilton e Luís, que sempre gostaram e continuam gostando. O que eu vejo na Fazenda de Ideias é a possibilidade de você pensar novas relações econômicas com a sua comunidade de entorno, tudo no seu tempo. Aqui nós fazemos os canteiros de capilaridade com este intuito, de gerar riqueza a partir de recursos que antes jogávamos no "lixo". E de tentar um caminho de geração de riqueza mais distribuído, mais sustentável: o tomate na mesa de ontem veio da horta, não veio do supermercado nem do plantador de Friburgo. E são uns canteirinhos de nada! Imagina você aí... A gente tem o kit de construção com tijolinhos, você tem a casa da Nona pra remontar. Nós temos um kit para montar uma mini mini hidrelétrica para acender uns leds num origami (ou coisa parecida, estamos ainda pensando)... Imagina você, se resolve investir em alguma forma de geração de energia... De novo, potência. Esta semana conhecemos o Ignacio, que mora aqui perto da Moleque e também tem fazenda, na região de Ouro Preto. Ele quer criar abelhas, e me falou que a Jataí nós poderíamos criar aqui na Moleque, ela não tem ferrão e o mel é purinho, porque a Jataí só pousa em flor. Ele acabou de postar uma mídia sobre colmeias, ainda não vi, vou ver. Eu gostaria muito se você postasse fotos aí da sua fazenda. Faz um álbum na sua página, que tal? Já começou a plantar o aipim?
E para terminar, vou deixar um link para um vídeo de que gosto muito, não sei se você conhece. Este moleque me lembra o Formansky:

Leila País de Miranda 2603 dias atrás