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Sobre a Jellyweek 2012

2444 dias atrás por Leila País de Miranda   Comentários (0)

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AGENDA do encontro de 11/2, proposta por Anni Roolf: Todo participante relata seus pensamentos & atividades depois da JW para permitir transparência (em turnos). E depois discutimos próximos passos.

Minhas opiniões - preparação para a reunIão:

Durante a Jellyweek nós nos dedicamos a fazer uma colcha de retalhos - a Jellyweek Quilt - em conjunto com quem se interessasse. Esta experiência foi um exemplo prático de construção de algo em rede de pessoas, e não hierarquicamente. Houve troca de informações, de incentivo, de material - sentimos estar no fluxo de abundância. Foi e está sendo uma atividade glocal - reúne pessoas de diferentes países, culturas e temperaturas. :) E todos que tem interagido com esta colcha ficam sorrindo, bastante felizes e satisfeitos.

 

A Jellyweek Quilt já nos levou a fazer contato com mais de 100 pessoas com as quais já sabemos que temos afinidades, tanto no Brasil, quanto na França, Suiça, Noruega, Alemanha, EUA, Japão, Itália...  

 

1o. pensamento: dá para fazer. As pessoas conseguem se organizar em rede e o fluxo de riqueza se estabelece. Não há necessidade de pedir recursos nem organizar administração... Os interessados fazem acontecer e acontecem coisas surpreendentes (como por exemplo a Maria Mattos levar, sem saber, a solução para o retalho de Chattanooga).

 

No domingo, dia final da Jellyweek, nós tínhamos 37 retalhos prontos. E eu pretendia parar por aí e dar prosseguimento com a aplicação de componentes eletrônicos  - a Jellyweek Quilt é uma peça de e-têxtil (http://en.wikipedia.org/wiki/E-textiles)  - e com a confecção da colcha propriamente dita. Mas, depois da Jellyweek, algumas pessoas manifestaram o desejo de preparar novos retalhos:  Leslie, Anni, Maria Ribeiro (minha amiga brasileira que mora em Oslo) e Mariann Margitics (amiga do Gunter); e duas pessoas já fizeram novos retalhos - uma dinamarquesa em visita ao Brasil e uma amiga minha, a Maria Mattos. Então agora temos 43 retalhos e eu decidi receber propostas até 15 de março. 

 

2o. pensamento: seguir com o fluxo e ter objetivos. Embora eu desejasse que a colcha fosse um símbolo da Jellyweek e por isso eu queria ter algum "corte" junto ao final da semana, acabei achando que era natural que "escorresse". É tudo meio jelly mesmo.

 

Durante o projeto tenho usado a plataforma Facebook para promover, registrar e vivenciar a interação. A plataforma se mostrou muito boa porque tem marcação de pessoas e a gente pode trabalhar sem ser fazendo broadcasting. Cada retalho, por exemplo, é uma peça de interação em si mesma. Entretanto, considerei os seguintes pontos negativos: não dá para recuperar informação, a não ser aquela que guardamos na cabeça; o que marcamos como informação pública só é mesmo pública dentro dos muros do facebook: quem está fora não vê. Então estou usando também a plataforma molequedeideias.net, sobre a qual temos maior controle.

 

Tenho conversado com o Willi sobre ferramentas e quero experimentar o Mindmeister onde ele já fez uma tentativa.

 

3o. pensamento: Não importam tanto assim as plataformas de interação, mas a interação propriamente dita. O fato de estarmos de fato fazendo algo juntos é que dá sentido ao resto. 

 

Prosseguimento:

Aqui na Moleque de ideias  - que completou 16 anos no último dia 09/02 - sempre trabalhamos recebendo pessoas interessadas em conversar, realizar ideias e compartilhar o conhecimento adquirido no processo. Entretanto, depois da nossa experiência durante a Jellyweek e porque conversamos com vocês e refletimos bastante sobre co-working, resolvemos nomear as sextas-feiras como: Jellyfridays. Realmente o nome "Jelly", que eu nunca tinha visto antes ser usado para expressar uma organização de trabalho, ilustra muito bem esta mudança de estado  - de líquido para algo sólido, porém temporal - de uma rede de pessoas. 

 

A nossa primeira Jellyfriday foi na semana passada, dia 3/2. Converamos com a Nadina, que também está fazendo Jellyfridays em Oslo. E, durante o hangout, fizemos um hangout com ela, descobrimos afinidades e interesses comuns na área da Agricultura Urbana. Pretendemos continuar  nosso relacionamento. 

 

Também durante as  #jellyfridays estaremos continuando o projeto da colcha. Xaver Inglin, por exemplo, já manifestou o desejo de colocar componentes eletrônicos no seu retalho. O plano é estar com a colcha pronta em final de maio e levá-la para passear em junho, por exemplo, caso realmente vá acontecer um summer camp em função da Jellyweek 2013.

 

É isso por enquanto, pessoal.